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A InvejaO artigo abaixo mostra uma das maneira que a PNL – Programação Neurolinguística utiliza para lidar com as emoções. (Ibracoaching) A INVEJA Mauricio de Souza Lima
A inveja, como o ciúme, pertence ao grupo das emoções que controlam relações interpessoais. Junto com o ciúme, com a mágoa e com o ódio, ocupa o posto das emoções mais condenadas, mais execradas e mais negadas da nossa cultura. Chega-se a dizer que a pessoa invejosa transmite maus fluidos e que, assim, prejudica e atrasa a vida da pessoa invejada! Quase ninguém consegue reconhecê-la em si e, se reconhecer, não a confessará. Quem a confessar ou a expressar de qualquer modo não será visto com bons olhos. Tal pessoa será rotulada de errada, inadequada, neurótica, doente, maléfica e até pecadora. A própria raiz latina da palavra invidia significa “o que tem mau olhado” em relação ao outro. Muitas religiões, incluindo o cristianismo, a consideram pecaminosa.Talvez seja esta a razão da grande incompreensão que rodeia este importante sentimento. Emoções não são feitas de fluidos ou de energias ruins do organismo ou da pessoa. Não são humores. São processos reguladores das relações. Sendo assim, podemos afirmar que não pertencem simplesmente ao indivíduo, mas à relação em que duas ou mais pessoas estão envolvidas. Será preciso compreender plenamente o que ocorre na relação entre o invejoso e o invejado. A admiração pelas prerrogativas, posses, recursos e talentos do outro precede a inveja. Depois de admirar, passamos a querer o mesmo para nós. Este é o critério da inveja: o desejo de possuir o que o outro tem. A inveja, como todas as outras emoções, tem a função de regular a relação e, portanto, deve ser compreendida na relação do invejoso com o invejado, não simplesmente em um indivíduo. A rigor, não existe erro em se desejar o que o outro tem, mas tudo vai depender da resposta que o invejoso obtém da pessoa invejada e dos demais membros do grupo. Em geral, temos dois padrões extremos de resposta à emoção do outro, quando é direcionada a nós. Por um lado, podemos reconhecer plenamente o sentimento do outro, para aceitá-lo e lidar com ele com profundo respeito. A resposta coerente com o acolhimento da emoção do outro tende a preencher o critério do outro, deixando-o satisfeito. Outra característica desse padrão de resposta é a de fazer com que a relação recupere o equilíbrio, deixando as pessoas bem uma com a outra. Por outro lado que, infelizmente, segue o padrão o mais comum, tendemos a rejeitar o sentimento do outro, reprovando-o e comunicando à pessoa que ela está errada em sentir-se com se sente. Este padrão de resposta, ao desconsiderar o sentimento do outro, desequilibra ainda mais a relação, aumentando consideravelmente o mal-estar de todos os membros do grupo. Quando respondemos do primeiro modo, certamente estamos respondendo com amor, com aceitação plena da pessoa e de seus critérios. Do outro modo, estamos respondendo com culpa e com rejeição pela pessoa, de seus critérios e de suas possibilidades de crescimento. Responder à inveja com amor equivale a dizer à pessoa invejosa que ela tem razão em querer progredir, em querer expressar seus próprios talentos, em querer buscar suas próprias oportunidades na vida. Algumas vezes poderá ser necessário dizer a ela que nada é assim tão garantido e que todos podemos perder o que temos. Quando nos sentimos culpados diante da inveja do outro tendemos a comunicar à pessoa que ela não merece ter o que temos, por que não ter sido dotada com o talento ou por não ter lutado o bastante e que deveria buscar a cura por sua emoção doentia. Que deveria conformar-se com o seu pequeno valor, com seus parcos recursos. A repetição dessa resposta fará com que a pessoa invejosa desista da realização do seu desejo e passe a querer que quem a responde assim venha a perder o que tem. Quem tem medo da inveja? A pessoa que não reconhece o direito de auto-realização das outras pessoas tende a ter medo de perder o que tem e a incomodar-se com as posições invejosas. Sente-se culpada do que tem e fica desconfortável em ser admirada. Este é um problema de nossa terra Brasil, de tal forma penhorada na desigualdade, que vergonha nos causa falar do que temos, divulgar nossos talentos, dizer quanto ganhamos e, talvez, cantar o Hino Nacional. Quando encontrar a pessoa invejosa, trate-a com carinho. Reconheça que, no fundo, ela te admira. Converse com ela sobre os seus próprios talentos e potencialidades e sobre o seu direito de se realizá-los. Conte a ela da sua possibilidade de perder o que tem. Acolha-a calorosamente. Convide-a para jantar. Tratá-la assim vai ser bom para ela, mas, principalmente, vai ser muito bom para você. Artigo publicado por Maurício de Souza Lima, Psicólogo Clínico, Consultor, Trainer em PNL pelo Southern Institute of NLP, Diretor Fundador da STB & IbraPNL.mauricio@ibrapnl.com.br 31 3372 1308 http://www.ibrapnl.com.br/ |
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